Antologia – 1

FRANCO CAPRIOLI, pioneiro da BD de aventuras

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Nesta rubrica, que complementará a abor- dagem de outros temas sobre a vasta obra de Caprioli, iremos apresentar, de quando em quando, artigos, páginas ou excertos de textos publicados em diversas revistas, nomeadamente portuguesas, onde os seus elementos biográficos e a sua tripla faceta, artística, cultural e poética, foram larga- mente divulgados e comentados.

Começamos por um artigo que escrevi, como nota de abertura, para o nº 1 dos Cadernos de Banda Desenhada (2ª série), projecto editorial que pretendia modestamente assegurar a continuidade de um título publicado entre Janeiro de 1987 e Junho de 1988, num total de oito números (num dos quais foi reeditada uma das melhores histórias de Caprioli, “O Elefante Sagrado”) e que eu dirigi com o pseudónimo de A.A. de Castro, coadjuvado pela Catherine Labey e por dois velhos amigos, um deles, o José Manuel Sobral,  já falecido.

Infelizmente, como muitos outros sonhos, esse projecto idealista, voca- cionado para a reedição de BD clássica, portuguesa e de outros países — uma área onde existiam (e existem ainda) muitas lacunas —, estava condenado ao fracasso, desde logo por falta de uma base económica e editorial consistente, apoiada numa rede de distribuição eficaz, que a empresa a que recorremos não nos soube assegurar.

Quando um dos sócios principais do nosso pequeno grupo (o “Colectivo BD”) se afastou, a revista — que estava prestes a atingir o ponto de equilíbrio entre receitas e despesas, depois de reduzir a tiragem, graças ao aumento gradual das vendas e da carteira de publicidade — deixou de ter meios para continuar. O último dinheiro que recebemos mal deu para pagar à gráfica.

De aspecto mais modesto, impressa em pequeno offset e com uma tiragem bastante reduzida, a 2ª série viveu ainda menos tempo, devido a factores exógenos de que já nem me consigo recordar. O seu único número, saído em Novembro de 1995, foi dedicado também a Caprioli, FIG 19 Estranha aventura 2apresentando a preto e branco a história intitulada “Uma Estranha Aventura” (Una Strana Avventura), que muitos leitores do Il Vittorioso e do Cavaleiro Andante leram com especial curiosidade, por se tratar de uma narrativa fantástica, de fundo didáctico, onde Caprioli conjugou magistralmente o seu talento de ilustrador e um apaixonado interesse pela História e pela Ciência, em particular pelas civilizações primitivas e por temas como a Antropologia e a Paleontologia.

Assuntos em que o grande desenhador italiano era, aliás, um profundo especialista, como demonstrou ao ilustrar o livro Viaggio attraverso la Preistoria, com texto de Mario Bianchini, que ainda hoje serve de referência a estudiosos e leitores fascinados por aquelas remotas eras.

“Uma Estranha Aventura” foi publicada no Cavaleiro Andante nºs 200 a 221 (1954-55), mas preferimos extraí-la, ao fazer essa reedição, da revista brasileira Epopeia nº 34 (2ª série), de Maio de 1964, onde tinha sido muito melhor reproduzida a preto e branco.

(Nota: para ler o artigo, clicar sobre as páginas e depois ampliá-las).

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