Caprioli no “Tintin” belga – 2

Tintin 2 1950A propósito da aventura “O Elefante Sagrado”, primorosamente ilustrada por Caprioli e com argumento do escritor salgariano Luigi Motta, já referimos que ela foi também publi- cada no popular semanário belga Tintin, estreando-se no nº 2, de 12 de Janeiro de 1950, e terminando no nº 30, de 17 de Julho do mesmo ano.

Tal como o Il Vittorioso, a revista italiana onde esta e muitas outras histórias de Caprioli foram apre- sentadas pela primeira vez, o Tintin belga também era numerado por volumes, correspondendo cada ano, geralmente com 52 números, a um volume completo.

Assim, foi no 5º ano desta prestigiosa revista, que era lida também por muitos jovens portugueses — numa época em que o francês constituía uma das línguas de ensino obrigatório do nosso 1º ciclo liceal —, que Caprioli iniciou o seu percurso em terras francófonas, ombreando com os melhores colaboradores do Tintin, como Hergé, Jacobs, Cuvelier, Martin, Laudy, embora ainda de forma anónima, ao contrário da prática vigente no Il Vittorioso, onde o seu nome já se tornara sinónimo de virtuosismo, beleza e perfeição artística.

Tintin 20 1950Depois de “L’Éléphant Sacré”, o Tintin publicou “La Rose du Dungeon”, história de ambiente medieval (em torno da figura de S. Francisco de Assis), que se intitulava originalmente “Rose fra le Torri” e que nas páginas do Cavaleiro Andante foi baptizada com um título mais heróico: “O Fugitivo da Torre Vermelha”. “Les Pêcheurs de Perles” (“Os Pescadores de Pérolas”), cujo enredo se desenrolava noutra época histórica, entre os naturais da paradisíaca ilha de Ceilão, viria a seguir…

Apresentamos neste post mais algumas páginas de“L’Éléphant Sacré”, esperando satisfazer a curiosidade de todos os que se interessam pela obra desse grande mestre da BD italiana (e mundial) que foi Franco Caprioli. Resta acrescentar que o Tintin não lhe concedeu honras de capa, ficando assim aquém do destaque que o Cavaleiro Andante soube, desde os primeiros números, dar às histórias ilustradas por Caprioli, recorrendo, por vezes, ao traço de outro talentoso colaborador, Fernando Bento, para celebrar nas suas capas a magia de um novo, deslumbrante e exótico manancial de aventuras.

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