Um presépio maravilhoso

Presépio da Fulvia 1

Este belo Presépio em terracota, povoado por inúmeras figuras tradicionais, foi exposto por Fulvia Caprioli na sua página do Facebook. Fulvia, ilustradora e pintora de reais méritos, é filha do grande mestre da BD italiana Franco Caprioli (1912-1974), a quem a nossa Loja de Papel dedicou este blogue em honra da sua arte primorosa e das inúmeras histórias publicadas também em revistas portuguesas, com destaque para Cavaleiro Andante, Zorro, Jornal do Cuto, Mundo de Aventuras Especial e Jornal da BD.

Na sua casa de Roma, Fulvia guarda vários presépios com objectos em terracota que chegam a atingir 20 cms de altura, representando uma infinidade de figuras da memorabília popular — casas, fornos, fontes, moinhos, cascatas, palmeiras, animais, etc. —, amorosamente coleccionados, durante anos, ao calcorrear os mercados de Natal da Praça Navona e do norte de Itália. Infelizmente, não pode expô-los a todos ao mesmo tempo, na sua sala, por falta de espaço.

Presépio da Fulvia 2

Para Fulvia, como para muitos de nós, as imagens do Presépio constituem uma das mais belas recordações da infância e dos Natais que vivemos, nessa época de feliz inocência, ao som das canções tradicionais e dos coros familiares. Mas são também, no caso de Fulvia, outra forma de manter viva a memória do Pai, que tinha como ela um carinho especial pela quadra mais festiva do ano e pelas imagens do Presépio, impregnadas de encanto e de magia.

Como as próprias histórias de Caprioli, profundamente poéticas e humanistas e que também nunca se apagarão da nossa memória…

 

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2 comentários (+add yours?)

  1. Fulvia
    Dez 23, 2015 @ 07:57:40

    Cara Catherine,
    ti ringrazio moltissimo per questa bella presentazione del mio presepio. E’ una sorpresa fantastica! Infatti, il primo presepio di terracotta mi fu comperato proprio da mio padre. Ancora conservo quelle statuine che hanno dei volti molto espressivi e sono alte 22 cm. Quando ero piccola, di solito, era mio padre a preparare il presepio. La grotta era un vecchio comodino, che si rivestiva di carta per le montagne. Ricordo che amici e parenti venivano a vederlo perché all’epoca quasi nessuno aveva un presepio così bello. Con il passare degli anni, le statuine incominciarono a riportare qualche danno e io le restaurai con delle paste speciali, ridipingendole anche in qualche punto. Ma quello che nessuno sa è che mio padre realizzò negli anni quaranta un meraviglioso presepio in vera creta (presa in una cava) di cinque statuine: la Madonna, San Giuseppe, Gesù bambino, l’asino e il bue. Lui conservava il suo presepio a Mompeo, in un armadietto, e non lo metteva fuori. Era bellissimo! Purtroppo, quel presepio, non lo possiedo più! Mio fratello se lo portò a Roma casa a mia insaputa e, poi, quando mio fratello morì, mia cognata negò sempre di averlo e non me lo volle più ridare! Così come tante altre cose che io avevo il diritto di riavere. Ho raccontato questa storia per farti capire che anche mio padre, come me, amava molto il presepio, al punto tale da averne realizzato uno di creta.

    Cari saluti,
    Fulvia .

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  2. Gatos gatinhos e gatarrões e O gato alfarrabista
    Dez 24, 2015 @ 03:23:07

    Obrigada, cara Fulvia, pelo teu comentário e pelas carinhosas revelações sobre o amor que o teu Pai dedicava às tradições natalícias. A ideia deste post foi do Jorge, que ficou encantado ao ver as imagens do presépio que expuseste na tua página do Facebook. Eu também! Maravilhoso! Em nossa casa não temos muito espaço para montar um presépio, porque está cheia de livros, e por isso já há alguns anos que só faço uma pequena árvore de Natal, e ponho junto dela um minúsculo presépio, que está dentro de uma casinha de madeira. É pequenino, mas bonito!
    Lamento que o presépio feito pelo teu Pai já não figure na tua colecção e não possa ser apreciado, em toda a sua beleza, pelos admiradores do seu talento artístico, mesmo que fosse só em fotografia. A tua cunhada nunca o mostrará a ninguém, de certeza, o que é uma atitude condenável, pois a obra de um artista não deve ser propriedade de quem não lhe sabe dar o devido valor.

    Cari saluti,
    Catherine e Jorge

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