Um duplo aniversário

Decorrido um ano desde a criação deste blogue, onde homenageamos a memória e a obra de um grande ícone da Banda Desenhada, saudamos todos os nossos visitantes, admiradores da arte de Caprioli (que são cada vez mais!), e muito especialmente a nossa amiga Fulvia, filha dilecta do Mestre italiano, que hoje festeja também o seu aniversário.

MUITOS PARABÉNS, FULVIA!

(A imagem deste post é uma composição de Catherine Labey, sobre um desenho de Caprioli, com os retratos de Fulvia e do seu pai).

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As 12 histórias mais belas de Caprioli – 1

Este inquérito — que aqui divulgamos a título de curiosidade, pois apenas exprime algumas opiniões pessoais — partiu de uma ideia que tive ao coordenar um fanzine comemorativo do centenário do nascimento de Franco Caprioli, editado em 2012 pela Câmara Municipal de Moura (nº 4 da Colecção JM).

Na impossibilidade, por falta de tempo e de espaço, de o tornar mais abrangente, esse inquérito ficou limitado aos principais organizadores e colaboradores dos eventos dedicados à assinalável efeméride — que, além da publicação do referido fanzine e de um e-book (dvd), incluíram duas magníficas exposições realizadas em Moura e em Viseu (esta última sob a égide do GICAV Capa DVD Caprioli– sigla do Grupo de Intervenção e Criatividade Artís- tica de Viseu), colóquios, palestras e venda de revistas.

Portanto, os participantes no inquérito subordinado ao título “As 12 histórias mais belas de Caprioli” foram apenas cinco: Carlos Rico (principal coorde- nador da exposição de Moura, também patente em Viseu), Luiz Beira (comissário dessa mesma exposição), Carlos Almeida (director do GICAV), Jorge Magalhães (autor do fanzine e do e-book) e Fulvia Caprioli, filha do grande mestre italiano.

Claro que Fulvia não podia ter ficado de parte, pois foi um dos mais activos e importantes elos da exposição, fornecendo muito material inédito tanto para essa (dupla) mostra como para o e-book editado pelo GICAV, em complemento do fanzine que realizei para o Salão de Moura, com a preciosa assistência técnica de Catherine Labey, que se encarregou da digitalização das gravuras e da montagem das páginas. Foram quase seis meses de intenso trabalho, mas valeu a pena!

Recheado de histórias, fotos e artigos inéditos, esse e-book teve uma tiragem bastante limitada, pelo que é provável já não estar disponível; mas o fanzine editado pela autarquia de Moura poderá ainda ser adquirido através dos respectivos serviços administrativos ou pedindo-o directamente a Carlos Rico: carlos.rico@cm-moura.pt

As páginas que se seguem foram extraídas do e-book, que tal como o fanzine apresentou muito material a cores e a preto e branco, excelentemente reproduzido, além de uma extensa quadriculografia portuguesa e brasileira de Caprioli, um dos autores mais amados pelos bedéfilos destes países. 

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Caprioli e os clássicos da literatura – 2

Concluímos neste post a apresentação dos magníficos desenhos de Caprioli para a versão de Moby Dick publicada em 1951 pela reputada editora italiana Mondadori, e que se destinava a uma faixa de leitores de idade juvenil — geralmente pouco receptivos a romances tão extensos e “maçudos” como o de Herman Melville —, procurando captar o seu interesse com traduções mais sucintas, embora de apurado nível literário.

Mas esse era o público ideal para Caprioli exteriorizar o seu talento e valorizar, com as suas ilustrações, uma obra-prima injustamente pouco apreciada, até entre outros públicos, por causa da sua complexa estrutura literária, cheia de referências náuticas, científicas, históricas e filosóficas, como se a longa viagem do Pequod em perseguição da monstruosa baleia branca fosse também uma árdua jornada de iniciação catedrática em que o fulgor do estilo e da cultura de Herman Melville ofuscava os próprios protagonistas e o móbil da sua odisseia.

Fascinado desde sempre por todos os temas relacionados com as aventuras marítimas — sobretudo as de ambiente mais exótico ou em que ressoava a heróica melodia das grandes epopeias —, Caprioli elegeu Moby Dick como um dos seus livros favoritos, dedicando-lhe durante a sua prolífica carreira duas adaptações em banda desenhada, a primeira das quais realizada em 1966 para a revista inglesa Ranger e publicada, anos depois, no nosso Jornal do Cuto.

Será essa versão, com doze páginas apenas mas de deslumbrante e épica beleza, que apresentaremos em breve aos apreciadores da obra de Caprioli, alguns dos quais certamente ainda a desconhecem.  

Caprioli Moby Dick - 12 340

Caprioli Moby Dick - 13 341

Caprioli Moby Dick - 14 342

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