Caprioli e os clássicos da literatura – 4

Caprioli (Mobiy Dick - AADV)Apresentamos seguidamente a conclusão de um dos melhores trabalhos de Caprioli para o mercado inglês de BD, onde o saudoso mestre italiano deixou também uma indelével recordação do seu talento, com páginas magníficas publicadas nas revistas Ranger, Look and Learn, Lion, Tiger e outras.

A versão de Moby Dick, dada à estampa, em 1966, nos nºs 22 a 27 do semanário Ranger, foi também publicada em Portugal, em 1973, no nº 100 do Jornal do Cuto, de onde reproduzimos as páginas finais deste episódio.

Curiosamente, a obra inédita realizada por Caprioli para as revistas inglesas, no período em que sofreu um temporário “eclipse” no seu país natal — devido à crise que assolou o Il Vittorioso, título de grande prestígio para o qual trabalhava há mais de 20 anos —, só foi conhecida pelos seus compatriotas no início deste século, graças à dedicada e sistemática divulgação feita por Fúlvia Caprioli e por publicações especializadas como o InformaVitt e o Fumetto, onde floresceu uma nova abordagem crítica, histórica e teórica da BD italiana (com destaque para o Il Vittorioso).

Moby Dick foi tema de um belo álbum editado pela AADV (Associazione Amici del Vittorioso), com páginas extraídas do Jornal do Cuto, cuja versão (por estranho que pareça) era melhor e mais completa (sem desenhos cortados pelas legendas) do que aquela que surgiu no Ranger, em formato muito maior. O que prova que as revistas de BD também não se medem aos palmos!

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As 12 histórias mais belas de Caprioli – 2

Capa revista Caprioli 150Como já referimos, a escolha das “12 histórias mais belas de Caprioli” foi feita com base num inquérito entre cinco pessoas que participaram activamente nos eventos comemorativos, em 2012, do centenário do “desenhador poeta”, numa organização conjunta da Câmara Municipal de Moura e do GICAV (Viseu): Carlos Rico, Luiz Beira, Jorge Magalhães, Carlos Almeida e Fulvia Caprioli.

Cada voto numa história equivalia a x pontos (escala de 1 a 12) e do seu somatório nas tabelas individuais resultou o quadro com a classificação geral, que aqui reproduzimos recentemente, dando também a conhecer outros títulos votados no inquérito, mas que ficaram de fora desse quadro por terem tido menos pontuação ou menos votações (caso de “Os Pescadores de Pérolas”, com os mesmos 13 pontos do 12º classificado, mas apenas com dois votos).

Num inquérito mais alargado, surgiriam certamente alterações significativas, com algumas histórias a reforçar posições e outras, em lugares mais precários, a sair da tabela. Há, no entanto, uma variante de certa importância, pois Fulvia Caprioli votou numa escala mais genérica, abrangendo histórias inéditas em Portugal, como L’Isola Tabù, Il segno insanguinato e Moby Dick (2ª versão, publicada postumamente em 1975), e Carlos Rico escolheu outra história desconhecida entre nós: “A Patrulha Branca” (La Patrouille Blanche).

Aqui têm mais algumas páginas desse trabalho com as mais belas histórias de Caprioli, nas versões originais e pela ordem em que foram classificadas, todas fazendo parte de um e-book (dvd) editado em Agosto de 2012 pelo GICAV – Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu.

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Caprioli e os clássicos da literatura – 3

FIGApós o período áureo da sua carreira, com a crise editorial dos anos sessenta e o encerramento definitivo do Il Vittorioso e do Vitt (revistas onde publicou algumas das suas maiores criações), Franco Caprioli viu-se constrangido, como muitos outros desenhadores italianos, a aproveitar o ainda florescente mercado inglês — através de agências como o Studio Giolitti, dirigido por outro grande nome da BD transalpina, Alberto Giolitti —, onde os seus trabalhos surgiram esporadicamente nas revistas Ranger, Look and Learn, Lion, Tiger AnnualTina e outras.

Dessas produções, sempre magnífi­cas, mas sem assinatura (como era norma nos comics ingleses), destacamos algumas publicadas na década seguinte em Portugal, como Moby Dick, os contos mitológicos The Argonauts («Os Argonautas») e The Legend of Beowulf («A Lenda de Beowulf»). FIG.29 - MOBY DICKMerecem também referência dois episódios, ainda inéditos entre nós, realizados para a revista Ranger [onde se estreou a série de culto The Trigan Empire, desenhada por Don Lawrence]: The Globe Mutiny, outra história de tema marítimo inspirada num acontecimento verídico, que lembra a «Revolta na Bounty»; e The Toledo Mask, aventura passada em França, durante a época do Terror, com um émulo do Pimpinela Escarlate.

Como anunciámos há pouco tempo, aqui têm as primeiras seis páginas de um dos melhores trabalhos de Caprioli para os comics ingleses: a curta mas primorosa adaptação de Moby Dick, o monumental romance de Herman Melville, dada à estampa em 1966 no semanário Ranger (nºs 22 a 27) e reeditada, em 1973, no nº 100 do Jornal do Cuto, revista eficientemente dirigida por Roussado Pinto.

Lembramos, mais uma vez, que Caprioli voltaria ao tema da caça à baleia branca e do capitão Ahab (sem dúvida, um dos seus favoritos) algum tempo depois, ao realizar uma nova versão de Moby Dick, menos abreviada, que só saiu do prelo no ano seguinte ao da sua morte (1974).

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