O Natal na arte de Caprioli

NATALVITTEsta magnífica página de Franco Caprioli, em que a harmonia artística se conjuga, de forma singular, com a candura evangélica das cenas celestiais — ilustrando um poema de Vittorio Emanuele Bravetta, intitulado La Stela e la Zampogna (A Estrela e a Gaita de Foles) —, foi realizada para o nº 52 (ano XII), 25 de Dezembro de 1948, do semanário de inspiração católica Il Vittorioso, onde o saudoso mestre italiano publicou algumas das suas mais celebradas obras-primas.

Segundo nos informou Fulvia Caprioli, filha dilecta do mestre admirável — que tem sido, nos últimos 20 anos, a maior divulgadora da sua obra —, Caprioli, ao desenhar a figura do anjinho que está em primeiro plano, junto do tocador de gaita de foles, serviu-se como modelo do seu filho Fabrizio, então ainda de tenra idade.

Com os nossos agradecimentos a Fulvia, aqui fica também um curioso apontamento sobre esta bela ilustração natalícia de um autor que nutria especial carinho pela festa da Sagrada Família e pela tradição franciscana do Presépio.

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No centenário do desenhador poeta – 3

caprioli-e-a-sua-pranchetaApresentamos seguida- mente as páginas 16-24 de um trabalho com o título em epígrafe, publicado em 2012 pela Câmara Municipal de Moura, no âmbito de uma exposição organi- zada por Luiz Beira e Carlos Rico, come- morativa do centenário do famoso Mestre ita- liano (1912-1974), que esteve também patente em Viseu, em Agosto desse mesmo ano, por iniciativa do GICAV (Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu).

Tanto o fanzine de Moura como o e-book editado pelo GICAV, recheados de imagens das histórias originais de Caprioli, fotos de família e outros documentos raros e inéditos, estão hoje praticamente esgotados, pelo que decidimos reproduzir neste blogue a sua 1ª parte, extraída directamente do e-book, que contém, na parte final, algumas alterações (incluindo novas e excelentes imagens).

O texto e a coordenação, tanto do fanzine como do e-book, pertencem a Jorge Magalhães e o arranjo gráfico a Catherine Labey, com o apoio de Carlos Rico e Fulvia Caprioli, filha dilecta do saudoso Mestre.

Como o trabalho é extenso e profusamente ilustrado, dividimo-lo em várias partes, procurando, dentro do possível, não quebrar a unidade do todo. Em breve apresentaremos as páginas 25-29.

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Histórias inglesas de Caprioli – 3

Os Argonautas (1ª parte)

Já aqui referimos os títulos de várias narrativas, sobre os mais diversos temas, acontecimentos e figuras históricas, realizadas por Caprioli para revistas inglesas, no período em que a imprensa juvenil italiana, assolada por grave crise, o deixou praticamente sem trabalho. Forçado a procurar outras fontes de rendimento, sem pôr de lado a banda desenhada, Caprioli juntou-se ao estúdio de Alberto Giolitti, que começara a fornecer aos editores ingleses histórias realizadas, sob encomenda, pelos melhores artistas italianos desse tempo.

Desenhador versátil, mas especia- lizado no género histórico, Caprioli foi naturalmente um dos colabora- dores preferidos de revistas como Ranger e Look and Learn, onde os temas didácticos e culturais se combinavam, em perfeita aliança, com uma lúdica série de relatos aventurosos, no mais puro estilo realista (entre os quais avulta a fantástica série de culto The Trigan Empire, magistralmente desenhada por Don Lawrence).

Foi no Look and Learn que surgiu, em 1970, uma magnífica versão de outra célebre lenda mitológica, The Argonauts (Os Argonautas), que entre nós teve honras de publicação no Jornal do Cuto nº 112, de 24/9/1975. Apresentamos seguidamente a primeira parte dessa história, com cinco páginas, extraídas da citada revista, onde os primorosos desenhos de Caprioli tiveram reprodução condigna, embora num formato bastante menor do que aquele com que apareceram no Look and Learn.

Talvez devido ao rígido anonimato que os editores ingleses impunham aos seus colaboradores, mesmo aos estrangeiros, o trabalho de Caprioli só muito tardiamente foi reconhecido e valorizado, como era justo, num meio onde os comics, isto é, as histórias de BD, embora estivessem em franca expansão, ainda eram consideradas uma modalidade artística subalterna, para consumo juvenil, ao contrário do que, nos anos 60, já acontecia noutros países europeus.

(Nota: para ver/ler estas magníficas páginas de Caprioli em toda a sua extensão, clicar duas vezes sobre as imagens).

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