Caprioli e a Pré-História – 5

Soberba prancha de Franco Caprioli para um trabalho inédito sobre a Pré-História (Paleolítico Superior), um dos temas favoritos do saudoso Mestre italiano, por nele poder dar vazão não só ao seu talento artístico como aos seus profundos conhecimentos da história da Humanidade em áreas como a Antropologia, a Arqueologia, a Etnologia e outras ciências relacionadas com as épocas mais remotas.

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Histórias inglesas de Caprioli – 7

“O RAPAZ QUE  CONQUISTOU UM IMPÉRIO”

Franco Caprioli foi, indiscutivelmente, um dos melhores desenhadores italianos que passaram por revistas inglesas, durante os anos 1960, mas devido à sobriedade do seu estilo — próximo da “linha clara”, em absoluto contraste com o expressionismo da moderna escola americana, introduzida em Itália na década anterior — nunca alcançou o mesmo êxito, junto do público e dos editores ingleses, que alguns dos seus compatriotas oriundos de uma geração mais jovem, como Hugo Pratt, Ruggero Giovannini, Renato Polese, Sergio Tarquinio e Gino d’Antonio.

No entanto, não lhe faltaram encomendas de trabalho, através do estúdio de Alberto Giolitti, e mesmo sem ter criado nenhuma série especial ou personagens que se gravassem indelevelmente na memória (salvo Olac, o Gladiador, herói de larga fama que passou por várias mãos, incluindo as de Giovannini), o seu percurso nas revistas britânicas foi também digno de nota, abrangendo títulos como Ranger, Look and Learn, Lion, Tiger e Tina, entre outros.

No Lion, o semanário juvenil de maior tiragem e popularidade editado nessa época pela Amalgamated/Fleetway, surgiram, como já referimos, algumas narrativas curtas inspiradas em factos verídicos, sob a epígrafe Bravest of the Brave (como a batalha do Álamo, o cerco de Pequim, a odisseia do Capitão Scott, a viagem de Shackleton, a primeira travessia da Austrália, etc.), que foram esporadicamente publicadas nalgumas revistas portuguesas, sempre mantendo o anonimato de Caprioli, como nas suas congéneres britânicas.

Ao mesmo tipo de relatos pertence a história de Gengis Khan, o lendário guerreiro mongol (de seu verdadeiro nome Temujin) que criou um vasto império nas estepes  asiáticas, depois de ter sido escravizado e condenado à morte quando ainda era muito jovem — episódio esse narrado por Caprioli em imagens de grande perfeição, como sempre foi seu timbre (e em que também há vigor e dinamismo), publicadas num almanaque anual (1968) da revista Champion, outro semanário juvenil da Fleetway.

Esta história, com quatro páginas apenas, faz parte das que tiveram tradução portuguesa em revistas de pequeno formato, no caso vertente a Colecção Condor Popular nº 8 (vol. 73), de onde a extraímos para termo de comparação com o original. Claro que as diferenças são muitas, a começar pela cor em duas páginas.

Também não falta o “carimbo” da CP, de uso obrigatório em todas as publicações da Agência Portuguesa de Revistas, que tinha de recorrer aos comboios como meio de transporte para chegar mais economicamente a todos os pontos do país. Vá lá que escolheram uma vinheta onde a arte de Caprioli não sofreu grandes danos. Mas o formato muito reduzido (metade do A5) e a deficiente impressão estragaram tudo. Gengis Khan e Caprioli mereciam melhor!

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