Obras-primas: Os Pescadores de Pérolas (I Pescatori di Perle) – 4

Caprioli - Vittorioso 11Concluímos hoje mais uma das belas histórias de Caprioli publicadas no Cavaleiro Andante, a revista que as deu a conhecer a muitos jovens portugueses, rendendo-os de imediato ao seu estilo límpido, poético e harmonioso e ao profundo humanismo que se desprendia dos seus temas e das suas personagens.

“Os Pescadores de Pérolas” (com argumento de Roudolph) estreou-se no nº 1 do Cavaleiro Andante, saído em 5 de Janeiro de 1952, terminando a sua publicação no nº 18, de 3 de Maio de 1952, dois anos depois de ter surgido, em lugar de honra, nas páginas garridamente coloridas do semanário juvenil italiano Il Vittorioso — como a que apresentamos a abrir este post, com o cabeçalho da revista, e que curiosamente tem coloração diferente da que foi reeditada num álbum publicado por Camillo Conti, em 1996, de onde reproduzimos, na íntegra, esta história.

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Obras-primas: Os Pescadores de Pérolas (I Pescatori di Perle) – 3

Apresentamos hoje a terceira parte desta história, oriunda como “O Elefante Sagrado” (L’Elefante Sacro) do semanário juvenil Il Vittorioso, e que se reveste de especial interesse pelo seu enredo verídico, baseado nas escaramuças entre holandeses e portugueses, no século XVII, época em que a nossa bandeira flutuava na maior ilha do Oceano Índico, hoje com o nome de Sri Lanka.

As intrigas políticas e diplomáticas que conduziram à guerra e ao assédio da ilha pelos holandeses, estão descritas de modo pitoresco, mostrando, em pano de fundo, a simpatia dos naturais pelos primitivos colonos europeus, personificados por dois fidalgos portugueses que eles ajudam voluntariamente a repelir o inimigo. Caprioli e Roudolph — tal como Emilio Salgari nalguns dos seus livros — não hesitaram igualmente em tomar partido, pondo-se do lado dos verdadeiros civilizadores, que sabiam conviver e negociar com os indígenas.

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Obras-primas: Os Pescadores de Pérolas (I Pescatori di Perle) – 2

Caprioli - Il Vittorioso nº 9Entre as aventuras ilustradas do Cavaleiro Andante, o novo semanário da Empresa Nacional de Publicidade, nascido em 5/1/1952 — que introduziram os leitores no vasto e heterogéneo universo das HQ europeias, em pleno desabrochar de experi- ências gráficas e narrativas que rompiam com os condicionalis- mos do passado —, algumas se impuseram, desde logo, pela riqueza da vertente estética e a singularidade dos temas e das personagens, factores aliados a um nível artístico altamente sugestivo e a uma moral cristã que induzia aos bons costumes e ao respeito por outros povos, raças e religiões.

Não tenho dúvidas de que, entre as histórias que melhor exaltam esse propósito, se incluem as duas criações de Franco Caprioli (oriundas do semanário católico Il Vittorioso) que iniciaram a relação dos leitores do Cavaleiro Andante com o seu estilo límpido e harmonioso: “O Elefante Sagrado” e “Os Pescadores de Pérolas”, duas aventuras de ambiente exótico, com fortes influências dos célebres romances de Emilio Salgari, a primeira (já reproduzida neste blogue) passada entre veleiros e tufões, tigres e rajás, ídolos e templos indianos, e a segunda desenrolada em Ceilão, no século XVII, quando a “lusa grei” ainda dominava essa grande ilha do Índico, hoje com o nome de Sri Lanka.

Durante os dez anos de existência do Cavaleiro Andante (de 1952 a 1962), Caprioli tornou-se uma das presenças mais assíduas na revista, num exemplo paradig- mático de popularidade associada ao primor artístico. E os louvores que obteve entre nós com as suas primeiras criações de grande beleza figurativa e com outros êxitos inspirados na mesma matriz de realismo poético — como “Falcões do Mar”, “O Fugitivo da Torre Vermelha”, “Kim”, “Dakota Jim” e “A Águia dos Mares” —, abriram caminho a uma plêiade de artistas italianos, sem grandes afinidades com o seu estilo, mas dotados de um talento tão exuberante como os dos melhores desenhadores franco-belgas, com cujos trabalhos ombrearam, durante anos, nas páginas do Cavaleiro Andante. E que, por isso, merecem ter também um lugar neste blogue dedicado ao seu ilustre companheiro de redacção.

O primeiro episódio da história em epígrafe pode ser visto aqui.

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Obras-primas: Os Pescadores de Pérolas (I Pescatori di Perle) – 1

Os Pescadores de Pérolas Capa CA 12Continuando esta retrospectiva dedicada ao período áureo de Caprioli — depois da publicação de “O Elefante Sagrado” (L’Elefante Sacro), com argumento de Luigi Motta —, apresentamos hoje as primeiras páginas de “Os Pescadores de Pérolas” (I Pescatori di Perle), outra aventura iniciada no nº 1 do Cavaleiro Andante e que, pela sua trama histórica, se reveste para nós, portugueses, de um interesse especial.

Desenrolada em Ceilão, no início do século XVII, época em que a “lusa grei” ainda dominava essa grande ilha do Índico, que hoje tem o nome de Sri Lanka, centra-se nas lutas entre portugueses e holandeses, quando estes invadiram a ilha e os indígenas — os povos cingaleses que viviam em paz com os colonos europeus — foram obrigados a tomar partido.

Com guião de Roudolph (Raoul Traverso), foi publicada também no Il Vittorioso nºs 1 a 18, de 1 de Janeiro a 30 de Abril de 1950, logo a seguir a L’Elefante Sacro. As páginas originais que apresentamos são oriundas de um álbum dado à estampa em 1996 pelo editor Camilo Conti.

Merece destaque a capa desenhada por Fernando Bento, que o Cavaleiro Andante dedicou a esta magnífica história de Caprioli, no seu nº 12, de 22 de Março de 1952. Boa leitura!

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