Fotos de família e desenhos – 4

Mais quatro páginas extraídas do e-book editado em Agosto de 2012 pelo GICAV de Viseu, aquando de uma memorável exposição comemorativa do centenário do nascimento de Franco Caprioli (1912-1974), que esteve também patente em Moura, em Junho desse mesmo ano, organizada pela Câmara Municipal daquela cidade.

As fotos aqui divulgadas abarcam um período de 60 anos, mostrando o artista na infância e na juventude, com alguns dos seus colegas, no seu estúdio, em Mompeo, e no seio da família, com a esposa e os dois filhos, Fabrizio e Fulvia (à qual devemos a sua publicação).

Fabrizio, que faleceu prematuramente, seguiu as pisadas artísticas do pai, dedicando-se também, com um estilo próprio, à pintura e à banda desenhada. Fulvia é pintora e escritora, interessando-se especialmente pela preservação da memória e da obra primorosa do seu pai.

Em breve, publicaremos alguns apontamentos sobre os herdeiros de Caprioli, extraídos do mesmo e-book.

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Fotos de família e desenhos – 3

Mais quatro páginas extraídas do e-book editado em Agosto de 2012 pelo GICAV de Viseu, aquando de uma memorável exposição comemorativa do centenário do nascimento de Franco Caprioli (1912-1974), que esteve também patente em Moura, em Junho desse mesmo ano, organizada pela Câmara Municipal daquela cidade.

Estas raras fotos abarcam um longo período de 30 anos, mostrando o artista no seio da família, com a esposa e os dois filhos, Fabrizio e Fulvia (à qual devemos a sua publicação). Fabrizio, que faleceu prematuramente, seguiu as pisadas artísticas do pai, dedicando-se também, com um estilo próprio, à pintura e à banda desenhada.

Fotos de família e desenhos – 2

Mais cinco páginas extraídas do e-book editado em Agosto de 2012 pelo GICAV de Viseu, aquando de uma memorável exposição comemorativa do centenário do nascimento de Franco Caprioli (1912-1974), que esteve também patente em Moura, em Junho desse mesmo ano, organizada pela Câmara Municipal daquela cidade.

Como curiosidade, aponte-se a perfeição de retratista de Caprioli, num estilo semi-caricatural de que estes exemplos estão recheados e que contrasta, singularmente, com a via mais realista que escolheu, desde os anos 30, para os seus trabalhos como ilustrador, sobretudo na área dos fumetti, isto é, das histórias aos quadradinhos. 

Fotos de família e desenhos – 1

Páginas extraídas do e-book editado em Agosto de 2012 pelo GICAV de Viseu, aquando de uma exposição comemorativa do centenário do nascimento de Franco Caprioli (1912-1974), que esteve também patente em Moura, em Junho desse mesmo ano, organizada pela Câmara Municipal daquela cidade.

Chamamos a atenção, muito especialmente, para as últimas fotos da página 5, que retratam o encontro de Franco Caprioli com outro mestre italiano, o prolífico argumentista Gian Luigi Bonelli, criador (em 1948) da mítica personagem Tex Willer e pai do famoso editor Sergio Bonelli. Nas fotos figura também a sua esposa, a editora Tea Bonelli.

Caprioli colaborou com ambos nas histórias La Perla Nera (A Pérola Negra) e La Valle Sfolgorante (O Vale Brilhante), escritas por Gian Luigi Bonelli e publicadas na revista Audace, de Tea Bonelli, nºs 252-268 e 269-285 (1938-1939).

O estúdio de Caprioli – 2

Vista que se desfruta do estúdio de Caprioli, em Mompeo

Trabalhador incansável, Caprioli era o paradigma do artista que vivia intensamente a sua profissão, dedicando-lhe mais tempo do que à própria família.

“Morreu enquanto desenhava”, contou-nos sua filha Fulvia, que partilhou com ele a existência durante quase 22 anos, a maior parte do tempo na mansão familiar de Mompeo, uma frondosa região campestre, a 70 kms de Roma, onde Caprioli também tinha residência, por isso lhe facilitar o contacto com os seus editores.

Da janela do seu estúdio, em Mompeo, amorosamente conservado pela filha, desfruta-se ainda um belo panorama (como atesta a imagem supra), e não é exagero imaginar a inspiração que Caprioli colheu, durante o seu incessante labor artístico, ao olhar por essa janela.

Aspecto actual do estúdio de Caprioli

Habituado a uma vida simples e sedentária de pequeno proprietário rural, que herdara da família aquele rústico solar, com os seus terrenos adjacentes onde brotava exuberante vegetação — mal cuidada por um artista que amava a natureza, mas não lhe dedicava tanta atenção como aos seus trabalhos, deixando-a crescer livremente —, Caprioli estendeu essa modéstia e sobriedade aos seus próprios hábitos profissionais, a começar pelos instrumentos que utilizava – como uma velha prancheta de desenho, com manchas de tinta, que gostava de pousar sobre os joelhos – até ao espartano mobiliário do seu estúdio, que, à primeira vista, parecia quase vazio.

Mas foi nele que viveu, trabalhou e produziu algumas das suas maiores obras- -primas, durante os anos mais férteis de uma longa carreira dedicada, com verdadeira paixão, àqueles que também faziam parte da sua família: os seus jovens leitores do Il Vittorioso, do Topolino, do Giornalino e de tantas outras revistas, incluindo o nosso Cavaleiro Andante.

Morreu da forma que certamente mais desejava, num dia de Inverno de 1974, imerso no seu mundo de fantasia e sempre agarrado aos seus cigarros ou ao seu cachimbo – quando o coração que tantas emoções vivera no ardente cadinho do Sonho, do Romantismo, da História e da Aventura, deixou subitamente de bater.

A régua, outro instrumento de trabalho de Caprioli

O Presépio na arte de Caprioli

Esta rústica imagem natalícia de Caprioli, com um magnífico trabalho de claro-escuro — gentilmente enviada por sua filha Fulvia, a maior divulgadora da obra do grande mestre italiano —, foi extraída de um livro intitulado “Il Cammino della Civiltá” (“O Caminho da Civilização”), com texto de Mimi Menicucci e publicado pelo editor Capriotti no longínquo ano de 1948.

Caprioli tinha um carinho especial pela quadra mais festiva do ano e pelas imagens do Presépio, impregnadas de encanto e de magia, como as suas próprias histórias, profundamente poéticas e humanistas — que, tal como a recordação de muitos Natais passados, nunca se apagarão também da nossa memória…

Inédita em revistas e blogues portugueses, esta ilustração serve de mote ao nosso “cartão” digital com votos de BOAS FESTAS e FELIZ ANO NOVO para todos quantos continuam a admirar a beleza e a arte da obra incomparável de Franco Caprioli.

O estúdio de Caprioli – 1

Instrumentos de trabalho

«Una scatola di ‘svedesi’, pennini con penna, inchiostro Pelikan nero, matita Fila, in vecchio compasso, una gomma Pelikan verde. Questi erano i suoi oggetti abituali».

Uma caixa de [fósforos] ‘suecos’, aparos com caneta, tinta Pelikan preta, lápis Fila, um compasso velho, uma borracha Pelikan verde. Estes eram os objectos habituais com que Caprioli realizava as suas histórias para revistas juvenis, como o Il Vittorioso e o Il Giornalino, sem talvez se dar conta da modéstia e simplicidade dos instrumentos com que criava verdadeiras obras de arte.

E também não nos admira que, para alguns leitores mais fantasistas, as histórias do mestre pudessem ter uma origem transcendente, como se não fossem produto de mãos humanas, mas de máquinas que imprimiam directamente os seus sonhos numa folha de papel!

Nesta imagem, vemos Caprioli no seu estúdio, instalado numa dependência da rústica e espaçosa mansão de Mompeo (ainda hoje propriedade da família), onde passava grande parte do seu tempo, dividindo-o com as estadias na residência de Roma.

Mas, fiel a um hábito antigo, tanto usava o estúdio como fazia os seus desenhos em qualquer sítio, mesmo ao ar livre, no frondoso jardim contíguo à mansão, bastando-lhe, para isso, os seus cigarros (ou o cachimbo), um aparo e uma velha prancheta (de que nunca se separava) pousada sobre os joelhos.

A prancheta de estimação em que Caprioli trabalhou durante grande parte da sua carreira

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