Obras-primas: O Elefante Sagrado (L’Elefante Sacro) – 5

Continuamos a apresentar esta maravilhosa história ilustrada por Caprioli, com argumento de Luigi Motta, que tem por cenário as miste- riosas e luxuriantes regiões da Índia, na primeira metade do século XIX, e por protagonista um jovem órfão, vendedor de pequenas estatuetas — que ele próprio habilmente esculpia —, a quem um capricho do destino fez embarcar como grumete numa viagem de longo curso e aportar a paragens desconhecidas, depois do naufrágio do veleiro mercante que dissera adeus à sua terra natal, em Itália, alguns meses antes.

Nesse longínquo país do Oriente, onde encontrou também um novo lar, em contacto com uma cultura milenária cujo exótico esplendor o fascinaria para sempre, Rudi (ou Ângelo, na versão portuguesa) ia viver uma fantástica aventura, recheada de emoções, de surpresas, de feitos heróicos, de mistérios e sortilégios que ultrapassavam a sua imaginação, de perigos ocultos no interior de majestosos templos e de traiçoeiras florestas virgens.

Como já largamente referimos, “O Elefante Sagrado” estreou-se em Portugal no primeiro número do Cavaleiro Andante, revista que, em Janeiro de 1952, suce- deu ao Diabrete, tornando-se um dos mais populares semanários do seu género, lido por muitos milhares de jovens e no qual as histórias aos quadradinhos europeias — particularmente as magistrais criações de Franco Caprioli — tiveram sempre lugar de destaque… embora publicadas geralmente em bicromia ou a preto e branco, sem o deslumbrante colorido das páginas do Il Vittorioso.

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Obras-primas: O Elefante Sagrado (L’Elefante Sacro) – 4

Apresentamos hoje mais algumas páginas desta magnífica história ilustrada por Caprioli, com argumento de Luigi Motta, que enceta um novo capítulo, desenrolando-se daqui em diante nas profundezas selváticas e misteriosas da Índia, quando Ângelo (Rudi), um jovem órfão que todos admiram por causa das maravilhosas estatuetas que cria, deixa a paz da sua nova existência para procurar a filha de um marajá tragicamente desaparecida.

Pinttura dal vero, anni quaranta, con la moglie Francesca Duranti copyRecordamos que “O Elefante Sagrado” teve honras de publicação no Cavaleiro Andante, em 1952, do nº 1 ao 29, e que em Itália surgiu no Il Vittorioso, em 1949, do nº 22 ao 50. Note-se que a  numeração desta revista era feita por volumes, correspon- dendo cada um deles a um ano completo. Em 1949, o Il Vittorioso (onde Caprioli colaborou desde o 1º número) já ia no seu 13º ano de publicação… enquanto que o Cavaleiro Andante, o novo “camaradão” da juventude portuguesa, dirigido também por Adolfo Simões Müller, ainda não sucedera ao Diabrete, para o qual os tempos corriam de feição no despique com o seu velho rival O Mosquito (nascido um ano antes do Il Vittorioso).

Nenhum leitor, nem mesmo o mais entusiasta, sonhava que uma revista nos moldes do Cavaleiro Andante pudesse substituir o Diabrete, três anos depois… revelando-lhe, logo nos primeiros números, o nome de um grande desenhador como Franco Caprioli, que, nessa altura, já era conhecido e admirado noutros países da Europa. Mas foi em Portugal que a sua popularidade atingiu o auge, fora de Itália, cimentando uma relação com os leitores que durou muitas décadas, como ficou provado aquando das celebrações do seu centenário (2012), realizadas com grande solenidade em Moura e em Viseu, pelos respectivos Salões de BD, com o apoio dos seus municípios e do Gicav.

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