Caprioli e Emilio Salgari – 2

Sandokan no Caprioli 2 495Já aqui falámos de “Os Mistérios da Floresta Negra”, um livro de Emilio Salgari que tem várias analogias com a grande aventura “O Elefante Sagrado”, magistralmente desenhada por Franco Caprioli, que continuamos a apresentar no nosso blogue em duas versões, italiana e portuguesa, e cujo argumento se deve a Luigi Motta, outro célebre escritor transalpino que procurou nas suas obras seguir as pisadas de Salgari, o seu maior mestre, retomando com êxito alguns dos temas e das personagens que este legou à posteridade.

Entre as peripécias vividas por Tremal-Naik, o caçador de tigres, nas profundas e misteriosas florestas de mangais onde se acoitavam os membros da temível seita dos Thugs, chefiados pelo pérfido Suyodhana, e a odisseia de Ângelo (ou Rudi), o jovem órfão que enfrenta corajosamente os perigos da selva, seguindo a pista que o conduzirá ao maléfico antro de Kali, a deusa do extermínio, há um elo comum: duas raparigas, Ada e Njalma, cujo destino está nas mãos dos seus captores, os fanáticos sequazes da deusa que exige sacrifícios humanos nas noites de lua nova. Conseguirão Tremal-Naik e Ângelo salvá-las?

I Misteri della giungla nera 2 187O emocionante romance de Salgari foi também vertido para BD, numa excelente adaptação de Rino Albertarelli, um dos maiores desenhadores italianos do seu tempo. E teve, além disso, uma versão cinematográfica, com o título The Mystery of the Black Jungle, produ- zida em 1955 e interpretada por Lex Barker, actor que se celebrizou, como muitos dos seus pares, encarnando na tela o mito de outro herói da selva: Tarzan.

Notável também, embora diferente da de Albertarelli, é a versão realizada por Guido Moroni Celsi, artista de traço clássico que adaptou muitas obras de Salgari, sobretudo as do ciclo mais famoso, em que Sandokan é a figura principal, ao lado de Yanez de Gomera (ou Gastão de Sequeira), o seu fiel aliado português, de Mariana (“A Pérola de Labuan”), uma jovem inglesa que enfeitiçou o seu coração, e do próprio Tremal-Naik.

Registe-se que o episódio “Os Mistérios da Floresta Negra”, pelo traço de Albertarelli, foi também publicado em Portugal na saudosa Colecção Salgari, da Agência PortuguesaO Mistério da floresta negra 189 de Revistas (APR), que lhe dedicou dois fascículos com capas de Carlos Alberto Santos e José Manuel Soares — artistas cujo talento flo- resceu, nas décadas de 50 a 70, em trabalhos de toda a ordem, incluindo capas de livros e revistas e colec- ções de cromos, mas que posteriormente se dedica- ram a tempo inteiro à sua grande paixão: a pintura.

(Nota: a capa do livro “Os Mistérios da Floresta Negra”, reproduzida na abertura deste post, é de outro grande autor português, José Ruy).

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Obras-primas: O Elefante Sagrado (L’Elefante Sacro) – 4

Apresentamos hoje mais algumas páginas desta magnífica história ilustrada por Caprioli, com argumento de Luigi Motta, que enceta um novo capítulo, desenrolando-se daqui em diante nas profundezas selváticas e misteriosas da Índia, quando Ângelo (Rudi), um jovem órfão que todos admiram por causa das maravilhosas estatuetas que cria, deixa a paz da sua nova existência para procurar a filha de um marajá tragicamente desaparecida.

Pinttura dal vero, anni quaranta, con la moglie Francesca Duranti copyRecordamos que “O Elefante Sagrado” teve honras de publicação no Cavaleiro Andante, em 1952, do nº 1 ao 29, e que em Itália surgiu no Il Vittorioso, em 1949, do nº 22 ao 50. Note-se que a  numeração desta revista era feita por volumes, correspon- dendo cada um deles a um ano completo. Em 1949, o Il Vittorioso (onde Caprioli colaborou desde o 1º número) já ia no seu 13º ano de publicação… enquanto que o Cavaleiro Andante, o novo “camaradão” da juventude portuguesa, dirigido também por Adolfo Simões Müller, ainda não sucedera ao Diabrete, para o qual os tempos corriam de feição no despique com o seu velho rival O Mosquito (nascido um ano antes do Il Vittorioso).

Nenhum leitor, nem mesmo o mais entusiasta, sonhava que uma revista nos moldes do Cavaleiro Andante pudesse substituir o Diabrete, três anos depois… revelando-lhe, logo nos primeiros números, o nome de um grande desenhador como Franco Caprioli, que, nessa altura, já era conhecido e admirado noutros países da Europa. Mas foi em Portugal que a sua popularidade atingiu o auge, fora de Itália, cimentando uma relação com os leitores que durou muitas décadas, como ficou provado aquando das celebrações do seu centenário (2012), realizadas com grande solenidade em Moura e em Viseu, pelos respectivos Salões de BD, com o apoio dos seus municípios e do Gicav.

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Caprioli e Emilio Salgari – 1

L'isola TabuEntre as muitas obras-primas que saíram das mãos de Franco Caprioli, particu- larmente nos anos 50 — talvez o seu período de maior expressividade artística, aquele em que foi um dos autores que mais se distinguiram nas páginas do Il Vittorioso —, conta-se, sem dúvida, “O Elefante Sagrado”, história estreada em Portugal, como já referimos, no nº 1 do Cavaleiro Andante (5/1/1952). Curiosamente, nesse período, Caprioli preferiu trabalhar com guiões alheios — ao contrário do que fizera nos primeiros anos da sua carreira, em revistas como Argentovivo, Topolino e Giramondo, dando um exemplo da sua mestria no campo literário, que não ficava aquém da de ilustrador, como provam, entre outras obras, L’Isola Giovedi e L’Isola Tabu.

“O Elefante Sagrado” tem a particularidade de simbolizar um regresso de Caprioli a temas exóticos que sempre gostou de abordar, numa miscelânea de acção, aventura, melodrama e fascínio por terras e povos desconhecidos. salgari-os-mistérios-da-selva-negraComo a Índia, no século XIX, onde se desenrola grande parte do enredo desta história.

Luigi Motta, autor do argumento e amigo e discípulo de Emilio Salgari, escreveu um belo romance de aventuras onde parece pairar, graças à magia artística de Caprioli, a sombra de Tremal-Naik e Kammamuri, heróis de um livro que muitos jovens portugueses leram com emoção: “Os Mistérios da Selva Negra” (I Misteri della Jungla Nera), reeditado em 1999 pelo Círculo de Leitores, num ciclo de homenagem a Salgari (e cuja capa reproduzimos, a título de curiosidade, embora esta não seja a “montra dos livros”, tão apreciada pelo nosso gato).  

Tal como nesse livro, os ferozes Thugs, inimigos de todos, indianos e brancos, que não professam as suas sanguinárias crenças, vão armar várias ciladas a Ângelo e ao seu companheiro de odisseia, quando estes se internam corajosamente na selva, em busca de uma princesa raptada pela misteriosa seita.

salgari-sandokan-tem-um-rivalA propósito do romance de Salgari, apro- veitamos para referir também, à laia de aditamento, uma versão do mesmo livro publicada pela Livraria Romano Torres, em 1952, com o título “Sandokan tem um rival”, traduzido pouco à letra (o que era prática frequente nas obras dessa editora). Trata-se da 3ª edição, com um texto revisto e condensado por Leyguarda Ferreira e uma colorida capa de Júlio Amorim, ambos colaboradores habituais da empresa. A referência a Sandokan justificava-se por esse volume fazer parte de uma nova série, muito popular, consagrada às aventuras do célebre pirata da Malásia, outra grande criação de Emilio Salgari.

Obras-primas: O Elefante Sagrado (L’Elefante Sacro) – 3

Tigre Caprioli911Eis mais quatro páginas desta maravilhosa aventura ilustrada por Franco Caprioli, que a partir daqui se desenrola nas exóticas e misteriosas regiões da Índia, entre marajás, palácios faustosos, templos dedicados a deuses sangrentos e florestas onde espreitam tigres, panteras… e thugs, membros de uma fanática seita, tão furtivos e ameaçadores como os animais selvagens que rondam quem se atreve a penetrar na selva.

A Índia do século XIX, cheia de segredos, de sortilégios e de perigos, símbolo do exotismo e da fascinação do enigmático Oriente, era um dos cenários preferidos de dois escritores famosos, Emilio Salgari e Luigi Motta — este, aliás, responsável pelo argumento que Caprioli, no auge da sua carreira, ilustrou de forma soberba, a tal ponto que muitos leitores (entre os quais me incluo) consideram L’Elefante Sacro uma das suas maiores obras-primas.

Ídolo Caprioli 912Quero, por isso, chamar a atenção para um pormenor que mostra a grande diferença que existia, sobretudo a nível gráfico, entre o Il Vittorioso e o Cavaleiro Andante: neste, por causa do formato mais reduzido, era hábito, com demasiada frequência, fazer cortes nas pranchas, normalmente em altura, mutilando os desenhos numa superfície de vários milímetros (como se nota no rodapé da última página deste grupo de quatro). Mas poucas reclamações devem ter chegado à redacção, porque os leitores mais jovens, a “arraia miúda” que formava o grosso das hostes, não se apercebiam dessas falhas ou não lhes ligavam grande importância.

Os problemas gráficos e de ordem estética eram comuns no Cavaleiro Andante (e noutras publicações suas congéneres), estendendo-se às capas quando nelas aparecia uma página inteira de BD em vez de uma ilustração, pois o cabeçalho com o título da revista ocupava muito espaço, obrigando à supressão de uma vinheta, no todo ou em parte, disso se ressentindo, é claro, a obra do desenhador. Tal acontecia também na contracapa, onde uma das últimas vinhetas ficava sempre incompleta por causa do cupão com um número (correspondente à tiragem) que habilitava ao sorteio de aliciantes prémios. Nem “O Elefante Sagrado” escapou a esse cupão de mau gosto!

Outros tempos, outros hábitos, outro (menor) rigor… e outras formas de promover o interesse e a fidelidade do público juvenil.

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Duas revistas muito diferentes

IL VITTORIOSO versus CAVALEIRO ANDANTE

Nascido em 9 de Janeiro de 1937, o Il Vittorioso – semanário de orientação católica, fundado por Luigi Gedda e dirigido por Nino Badano, que lançou artística e tematicamente as bases de uma nova escola do fumetto italiano –, contou desde o primeiro número com a preciosa colaboração de um jovem desenhador que começava, então, a dar os primeiros passos na difícil, mas apaixonante arte das histórias aos quadradinhos: Franco Caprioli. Mais tarde, devido ao sucesso que obteve, algumas das suas histórias foram publicadas à razão de duas, quatro, seis ou mesmo mais páginas por número. Tal não aconteceu com “L’Elefante Sacro”, porque em 1949 o Il Vittorioso tinha apenas oito páginas, publicando várias aventuras em cada número.

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Metade dessas páginas, impressas em offset, eram a quatro cores e, por opção editorial, destinavam-se em regra às histórias e aos desenhadores, como Caprioli, mais apreciados pelo público juvenil. A variedade de assuntos que preenchia a revista obrigava também a conceder menos espaço às histórias secundárias, que às vezes ocupavam apenas metade, um quarto ou dois terços das páginas.

Ao contrário do que era norma no Cavaleiro Andante e noutras revistas portuguesas — de figurino mais modesto, em tamanho e qualidade gráfica —, o Il Vittorioso dava apreciável destaque aos nomes dos seus colaboradores, tanto da parte artística como literária, chegando até a apresentar as suas biografias, o que permitia estabelecer um contacto mais próximo entre a redacção e os leitores.

Por causa do anonimato a que eram sujeitos nessa época, tanto em Portugal como noutros países europeus (a Inglaterra, por exemplo, onde os desenhadores nem sequer podiam assinar os seus trabalhos), tornou-se difícil para os  leitores mais curiosos descobrir a identidade de muitos artistas que não mereciam ser relegados ao esquecimento. Essa prática, sobretudo em relação aos desenhadores estrangeiros — Caprioli pode ser considerado uma das raras excepções —, foi um dos pontos mais negativos que distinguiram o Cavaleiro Andante do Il Vittorioso e de outras publicações juvenis suas congéneres.

No nº 22, de 29 de Maio de 1949, em que se iniciou a publicação de “L’Elefante Sacro”, o semanário italiano — de conteúdo controladovinheta elefante sacro 2 pelas instituições católicas que o editavam, mas sem um rigor excessivo — apresentava nas suas páginas de grande formato mais seis aventuras ilustradas por alguns dos seus melhores colaboradores artísticos: Gianni de Luca (L’Impero del sole), Sebas tiano Craveri (Avventure di Micio e Carboncino), Ruggero Giovannini (Bisonte Nero), Benito Jacovitti (Le babbucce di Allah), Renato Polese (Nella terra di nessuno) e Giulio Ferrari (Ombre e Luci).

Entre os argumentistas, todos eles de boa fibra literária, surgiam os nomes de Roudolph (pseudónimo de Raoul Traverso), Luigi Motta (que escreveu o roteiro de L’Elefante Sacro), B. Costa, Atamante e Eros Belloni.

Apenas duas dessas histórias (L’Impero del sole e Bisonte Nero) tiveram honras de estreia no Cavaleiro Andante, que privilegiava os desenhadores de estilo mais realista. Por isso, espanta-nos que uma obra-prima como Ombre e Luci, cujo tema de fundo é a trágica erupção do Vesúvio que devastou Pompeia, não tenha merecido figurar nas páginas do semanário juvenil português, onde as histórias de Giulio Ferrari foram também das mais apreciadas.

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Obras-primas: O Elefante Sagrado (L’Elefante Sacro) – 1

mompeo-ri-anni-settanta2Em 2012 celebrou-se o centenário do nascimento de Francesco (Franco) Caprioli, um dos artistas e autores de BD que ainda hoje mais admiro e que ficou conhecido pelo cognome de “poeta do mar”, devido ao seu fascínio pelas ilhas dos Mares do Sul e pelos ambientes exóticos e marítimos, que retratou com incomparável mestria.

Descobri-o nas páginas do saudoso Cavaleiro Andante (que comecei a ler desde o 1º número), e o meu apreço pelo seu enorme e poético talento de ilustrador foi sempre aumentando, à medida que iam surgindo outras criações suas no Cavaleiro Andante (e respectivos Álbuns e Números Especiais), Zorro, Jornal do Cuto e Mundo de Aventuras, antes da publicação em álbum de algumas das obras mais significativas da última fase da sua carreira, como as adaptações que fez de quatro célebres romances de Jules Verne: “A Ilha Misteriosa”, “Um Capitão de 15 Anos”, “Miguel Strogoff” e “Os Filhos do Capitão Grant”.

Capa revista Caprioli 150Algumas pranchas com reproduções destas e de outras histórias, num longo percurso artístico de quase 40 anos — iniciado em 1937 nas páginas de duas revistas juvenis, ArgentovivoIl Vittorioso — estiveram patentes nas exposições do centenário que lhe foram dedicadas em Portugal, nos meses de Junho e Agosto de 2012, por iniciativa do Salão de Moura e do Gicav de Viseu, com Luís Beira e Carlos Rico, dois nomes incontornáveis do nosso panorama bedéfilo, no papel de activos e zelosos comissários. Também nessa altura foram editados pelas mesmas entidades um fanzine e um e-book (DVD), que tive a honra e o prazer de coordenar, com muitos excertos da obra de Caprioli — e ainda possivelmente disponíveis para quem estiver interessado, basta contactar o Carlos Rico (Câmara Municipal de Moura) e o Gicav – Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu.

O ano e as comemorações do centenário — que tiveram a valiosa colaboração de Fulvia Caprioli, filha do grande Mestre italiano — já passaram, mas queremos prolongá-las, intemporalmente, neste blogue, inaugurando um ciclo dedicado a Caprioli, com a reprodução de algumas das suas primeiras histórias publicadas no nosso país, a começar por uma das mais famosas: “O Elefante Sagrado” (L’Elefante Sacro), apresentada do nº 1 ao nº 29 do Cavaleiro Andante (5 de Janeiro a 19 de Julho de 1952) e reeditada em Dezembro de 1987, a preto e branco, no nº 6 dos Cadernos de Banda Desenhada, efémero projecto editorial a que a Catherine Labey, eu e mais dois amigos metemos ombros, quando éramos mais jovens e mais sonhadores.

ELEFANTE SAGRADO - TRIGOParece-me, para todos os efeitos, uma boa maneira de inaugurar este blogue… Mas não iremos apresentar somente as páginas do Cavaleiro Andante, completadas com a esplêndida e deco- rativa ilustração de Fernando Bento que saiu na capa do seu nº 10. Com a devida (e gentilíssima) autorização de Fulvia Caprioli, a quem muito agra- decemos, mostraremos também, em simultâneo, as páginas originais, em grupos de quatro, para que os nossos potenciais leitores — a partir desta data — possam detidamente apreciá-las, comparando a impressão a duas cores e a preto e branco (não isenta de muitos defeitos) do Cavaleiro Andante com o sedutor aspecto cromático das páginas do Il Vittorioso, revista semanal e de grande formato que fazia inveja às revistas portuguesas (e a muitas outras) do seu tempo. Neste caso, reproduzimo-las do álbum editado em 1989 pelas Edizioni Camillo Conti, na magnífica série dedicada a Caprioli.

Quem quiser ler uma biografia do Mestre italiano e apreciar mais alguns dos seus desenhos, pode consultar o blogue da Catherine, em português e francês,  lechatdanstousesetats.wordpress.com  (“Gatos, gatinhos e gatarrões“), na categoria I gatti di Franco Caprioli, dedicado aos seus (e meus também) amados bichanos de quatro patas.

Resta indicar que L’Elefante Sacro, uma das criações formalmente mais deslumbrantes de Caprioli, teve a sua primeira publicação em 1949, nos nºs 22 a 50 do Il Vittorioso, com argumento de Luigi Motta, autor de numerosos romances de aventuras em que se reflecte a influência do seu mestre e amigo Emilio Salgari, alguns dos quais foram também traduzidos e publicados no nosso país pela popular editora Romano Torres.

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