Caprioli e a religião – 1

Artista singular, de excepcional génio criativo, totalmente dedicado à sua vocação de pintor e ilustrador, para quem os fumetti eram um meio eficaz de familiarizar os jovens com a arte e a cultura, como se estas fossem um prolongamento da aventura e da fantasia, Caprioli demonstrou também ser um homem de fé e de profunda religiosidade, que se norteava por valores cristãos, patentes, aliás, em muitas das suas melhores obras — como nestas belas páginas do drama histórico “O Fugitivo da Torre Vermelha” (Rose Fra le Torri), publicadas no Cavaleiro Andante nºs 69, 70 e 71, de 25 de Abril a 5 de Maio de 1953.

Com admirável autenticidade, Caprioli retratou a Itália medieval no século XIII, que saía penosamente do obscuro período do feudalismo, graças à acção de homens como Frei Francisco, chamado “o Santo de Assis”, e dos seus fiéis discípulos, que se despojavam dos bens temporais, renegando o egoísmo, a vaidade, a sede de riquezas e de poder, para ajudarem os pobres e os desamparados, levando-lhes a fé, a esperança e a caridade, com o exemplo da sua vida dedicada ao trabalho, à pobreza e ao apostolado.

No fundo, valores que Caprioli também professava espiritualmente, vivendo com modéstia, dedicando-se com devoção ao seu trabalho e procurando incutir nos jovens, através do conceito moral das suas histórias, virtudes franciscanas como a generosidade, a humildade e o amor ao próximo.

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